Relações Brasil x China: Vantagens para o produtor nacional

É sabido que o processo de globalização consiste em uma mudança estrutural e ideológica em relação à governança mundial, entretanto, não se vale discutir neste artigo quais os benefícios e malefícios que esse processo provoca. Não há dúvida, porém, de que a globalização é um processo inevitável e que atinge a comunidade global em seus diversos setores – político, econômico, cultural, social etc. O processo de ‘‘encolhimento do mundo’’, resultado do avanço dos fluxos de capital, informação, tecnologia, pessoas, bens e serviços têm alterado de forma expressiva os setores da sociedade, construindo, assim, um mundo cada vez mais multilateral. Diante desse cenário a globalização econômica entre os países ocorre mais rapidamente do que em qualquer outra época. Hoje, viver de forma autárquica não é mais um bom negócio. Há a necessidade de os países potencializarem suas relações econômicas com o objetivo de gerar lucros cada vez maiores.

O maior exemplo dessa intensificação do comércio internacional é a relação comercial Brasil-China que só vem crescendo a partir de sua abertura comercial iniciada na década de 70.  Ser parceiro comercial da China é indiscutivelmente uma das mais importantes relações comerciais no mercado internacional atualmente no comércio global. Em vista do grande potencial econômico e de desenvolvimento deste país, o Brasil mantém diversas relações comerciais com a China. Nós produzimos alimentos em tamanha quantidade que é suficiente para exportar e a China necessita importar uma quantidade significante desse produto. Além dessa importação, a China é detentora de sofisticadas tecnologias que ainda não temos e é a principal fonte produtora de diversos produtos comercializados no mundo. Assim, é possível uma cooperação entre as duas potências, que traria muitos benefícios econômicos e poderia gerar mais empregos.

Em Marília, chamada de “Capital Nacional do Alimento”, por abrigar por volta de cinquenta indústrias alimentícias, haveria muitas vantagens em cooperações com cidades especializadas no mesmo ramo da China, não só traria benefícios econômicos para a região, como a experiência de comércio com cidades estrangeiras poderia ampliar o desenvolvimento destas indústrias e até melhorar as tecnologias usadas atualmente.

A entrada de produtos importados com baixo valor agregado no país resulta no barateamento da produção e consequente multiplicação dos lucros para o produtor nacional. Apesar dos pontos negativos que a entrada maciça de mercadorias estrangeiras pode acarretar na economia doméstica, as oportunidades do aumento dos lucros diante dos preços relativamente baixos torna-se um grande atrativo para que, cada vez mais, os produtores nacionais busquem novas oportunidades de negócio.

Diante disso, a partir de 2009, a China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos, e mantêm sua posição até os dias atuais. Segundo dados da MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de Exterior) de janeiro de 2012, a composição da pauta de importação brasileira em relação à China é constituída 97% de manufaturados, sendo que a China representa 18% do total das importações, totalizando um gasto de US$33,4 bilhões. Em contrapartida, 22% do total das exportações brasileiras são destinadas à China, totalizando um saldo de US$44,4 bilhões. Nesse sentido, é notável a participação que o país exerce no crescimento das reservas brasileiras, bem como a influência que as relações destes dois Estados exercem não só para o Brasil, mas também os pequenos produtores brasileiros.

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