MERCOSUL

O mundo todo tende hoje a formar um mercado só. O capital vai de um lado para o outro, como a tecnologia. Inclusive se produzem importantes migrações de trabalhadores de um país ou do outro. Esta é a nova economia global. Neste contexto, os países mais desenvolvidos optaram por associar-se para competir mais eficazmente. Dessa maneira, se reúnem em áreas de livre comércio, como o caso de USA e Canadá, ou mercados comuns na Europa. E é exatamente nesse sentido que o MERCOSUL  se encaminha, em suas tentativas de integração econômica.

O que é Mercosul?

Instituído por meio do Tratado de assunção, o Mercosul (Comércio Comum do Sul) é um projeto de integração comercial primeiramente acordado entre Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina; tendo por objetivos principais a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os participantes do tratado, através da diminuição das barreiras alfandegárias e a adoção de uma política comercial comum em relação a outros países ou agrupamento de países, os membros do tratado comprometem-se também em harmonizar suas legislações nas áreas pertinentes para fortalecer a integração entre as partes participantes.
Isso vale dizer que a partir do estabelecimento do Mercosul, os países membros tiveram que eliminar todas as medidas de restrição ao comércio entre si, ou seja, direitos aduaneiros de caráter fiscal, monetário ou cambial, caracterizando assim um livre comércio. Em relação a uma política comercial externa comum entende-se que os países membros adotam taxas iguais em relação a produtos e serviços advindos de países não participantes do Mercosul, dando preferência assim ao comércio entre os membros.

São Estados Associados do Mercosul a Bolívia (desde 1996), o Chile (desde 1996), o Peru (desde 2003), a Colômbia e o Equador (desde 2004) e a Venezuela mediante protocolo de adesão assinado em 2006.

Quais as vantagens para o Brasil?

  • Ao integrar-se ao Mercosul o Brasil passa a negociar como bloco diante outros blocos,  potencializando assim seu poder de negociação internacional.
  • Facilitação da ampliação de mercado e internacionalização de empresas.
  • Melhora na qualidade e no preço dos produtos devido à competição com os produtos.
  • Ao participar de um grande bloco econômico como o Mercosul o Brasil passa a atrair mais investimentos externos, contribuindo para seu crescimento.
  • Poupança de divisas (reserva cambial), uma vez que os produtos serão pagos em moedas locais e não em dólares.
  • A integração regional originada no acordo favorece o turismo entre os países membros.

Quais as vantagens para micro e pequenos empresários?

Com o Mercosul, facilita-se a inserção de pequenas industrias no comércio internacional,  pois estas passam a adquirir com maior facilidade algumas matérias-primas, componentes e equipamentos, podendo assim reduzir custos; a participação brasileira no Mercosul facilita também a formação de parcerias e associações com empresas de outros países, viabilizando o intercâmbio de tecnologia tornando-as mais competitivas.

A microempresa, da mesma forma que as grandes e médias empresas, pode exportar para países do Mercosul, podendo industrializar e vender seus produtos expandindo seus negócios; porém é necessário para o êxito de seus negócios no Mercosul que a empresa busque a formulação de uma boa estratégia de distribuição, investimento em marketing de vendas; facilidade e agilidade na obtenção de informações e conhecimento da cultura do país em que a empresa opera ou pretende operar.

Devido à facilidade de importação, exportação de bens e serviços dentro do Mercosul, entende-se que pequenas empresas podem optar por transações dentro do bloco como forma de iniciar seu processo de internacionalização, aumentando tanto seu mercado consumidor como sua opção de fornecedores, processo que impulsiona o crescimento e a expansão de suas atividades.

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Desafio Impulso da Brasil Júnior

A Sage está participando do Desafio Impulso da Brasil Júnior! A Brasil Júnior é a confederação brasileira de empresas juniores, além de também ser um órgão nacional do MEJ (Movimento das empresas juniores), que tem como propósito representar essas empresas e dar um apoio a elas. O desafio é para empresas juniores e afins, que apresentem um projeto do seu empreendimento. O Impulso é um site para micros empreendedores que alguns projetos escolhidos poderão ser financiados; assim o Desafio Impulso é uma idéia da Aliança Empreendedora junto com a Brasil Júnior e o JEWC (Junior Enterprise World Conference) para difundir os projetos selecionados destas empresas juniores. O resultado dos cinco projetos escolhidos sairá no dia nove de Novembro, na Semana Global de Empreendedorismo. Mais informações do desafio estão no seguinte site:

http://brasiljunior.org.br/site/noticias/mostrar/439

Brasil e Estados Unidos ampliam a cooperação entre suas alfândegas

No dia 11 de julho de 2012, o ministro da Fazenda brasileiro Guido Mantega e a secretária de Segurança Interna norte-americana, Janet Napolitano, concretizaram um acordo no qual facilitará a troca de tecnologias, informações e também a capacitação de funcionários da Receita Federal e do órgão norte-americano. O programa tem o objetivo de facilitar e agilizar o intercâmbio de mercadorias e também aumentar a segurança das mesmas. Assim os dois países poderão estabelecer seus próprios critérios para agilizar o comércio de mercadorias que são consideradas de boa procedência apresentando baixo índice de irregularidade, para que se possa dar maior atenção para cargas suspeitas que necessitam de uma fiscalização mais rigorosa.

Tal cooperação firmada é apenas uma iniciativa para um projeto futuro dos dois países chamado Programa de Operador Econômico Autorizado, o OEA. Tal programa é baseado em um certo conceito da Organização Mundial das Aduanas, onde a partir de critérios pré-definidos possa reconhecer os impostadores, exportadores e transportadoras que são consideradas de baixo risco de irregularidade. Atualmente, leva-se dois dias para a liberação das importações nas aduanas, e 10 horas para as exportações, com o programa em prática fará com que a liberação seja praticamente imediata. Há também a possibilidade de troca de informações sobre passageiros.

Existe no Brasil um programa parecido com o OEA, porém de atuação interna que se chama Carga Expressa. Esse programa pode ser considerado bem parecido com o que o Brasil e os Estados Unidos pretendem criar por apresentarem princípios bem semelhantes como o de troca de informações,  análise de risco e  utilização de tecnologias para melhorar, facilitar e agilizar o trabalho do operador de baixo risco.  Como disse Luís Felipe Barros, subsecretário substituto de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, o programa tem como maior prioridade agilizar as transações para os operadores de baixo risco e combater os desleais.

 

 

 

Internacionalização de Municípios

Em um mundo globalizado, a interação internacional entre cidades vem se tornando algo importante para o compartilhamento de informações, tecnologias e projetos. Através disso, os atores subnacionais (como governos do estado, prefeituras, ONG, etc.) ganham autonomia para desenvolver seus potenciais, e também visibilidade tanto nacional quanto internacional.

A internacionalização de municípios é o processo pelo qual as cidades passam para se relacionar em âmbito internacional com outras cidades. Isso pode ocorrer a partir de financiamento de projetos através de recursos externos, de cooperação internacional, da atração de moradores e investidores pela aplicação do chamado “marketing urbano” ou da inserção dos municípios em redes de cidades.

O financiamento de projetos por recursos externos é uma forma de internacionalização menos ativa, com  menor interação entre os atores, ocorrendo apenas no pedido de recursos para algum projeto que seja o foco de financiamento do outro país. A cooperação técnica também é relativa à recursos, mas é uma forma com mais contato entre os atores, pela qual os recursos humanos e técnicos são mais valorizados que os  financeiros, sendo a troca a parte mais importante do processo. Por sua vez, o “marketing urbano” é um conceito que se relaciona muito com políticas que objetivam uma maior visibilidade do município, sendo essas voltadas para a atração de movimentação na cidade, tanto de artistas, investidores, turistas ou até moradores.

Já as redes de cidades são a forma atualmente mais interessante e eficiente de internacionalização. Essas redes são formadas com o objetivo de reunir cidades que possuam alguma semelhança ou interesse comum (cidades sustentáveis, cidades pertencentes à países do MERCOSUL, cidades com melhor educação, etc.) para que nelas possam ser discutidos problemas parecidos que enfrentam e soluções cabíveis que foram elaboradas por aquelas que já os enfrentaram. A troca de experiências é o principal foco das redes de cidades e a partir da inserção dos municípios em redes como essas, há grande ganho de visibilidade, tanto pelas opiniões colocadas nas próprias reuniões da rede como também pela elaboração de projetos municipais que possam vir a ser apresentados nelas.

Dentre os benefícios obtidos pelos municípios através da internacionalização, por diferentes meios, podemos citar: atração de investimentos externos com turismo e desenvolvimento do setor produtivo; geração de empregos e promoção do comércio e de investimentos para setores estratégicos. Outro benefício importante é o compartilhamento de experiências para o aprimoramento de políticas públicas e para a elaboração de projetos que favoreçam a população.
Desta forma, é possível perceber a quantidade de benefícios que a internacionalização pode trazer para um ator subnacional como um município. Atualmente, é importante que as secretarias municipais, ao trabalharem em conjunto por um projeto que possa desenvolver a cidade, tenham em mente também de que formas ele poderia ser compartilhado e projetado internacionalmente.

Flutuação do Dólar – histórico, efeitos práticos e importância internacional

Antes de iniciar a discussão a respeito da flutuação da moeda norte americana faz-se necessário entender por que essa moeda configura hoje um padrão para o comércio internacional. A história remonta ao conceito de lastro. Lastro é um termo econômico relacionando-se a garantia que o dinheiro tem. Até a década de 70 o dinheiro estava na forma de moeda-papel com lastro no ouro, ou seja, as notas de papel representavam certa quantia em ouro, que poderia ou não ser convertida nesse metal posteriormente. Após a década de setenta, o dinheiro passou a circular na forma de papel-moeda e seu lastro (ou garantia) passou a basear-se em outras moedas e certificados bancários de depósito, surge a era do dinheiro fiduciário e do dinheiro bancário. Nessa época a hegemonia econômica dos Estados Unidos da América já era fato e a partir daí os países buscaram acumular a moeda norte americana nos tesouros nacionais a fim de garantir a estabilidade de suas economias e a liquidez de suas relações comerciais. E nesse ponto surge a importância de outro conceito econômico: as divisas. Quando um país acumula moeda estrangeira em seu tesouro nacional, ele acumula divisas, que são reservas substanciais de moeda que permitem regular a política cambial de um país. Com esse acúmulo é possível equilibrar a economia bem como gerar políticas de incentivo a exportação. Com a importância do dólar tanto para a prática do lastro quanto para a de divisas, é necessário atentar-se sempre ao fator dólar a serem planejadas relações de comércio internacional.

Compreendendo a importância do dólar no cenário global, faz-se necessário agora levantar as causas da valorização e desvalorização no contexto atual, para que se possa compreender mais adiante as suas consequências nas economias domésticas e internacionais.

Como é conhecido por todos, a economia mundial sofreu e ainda sofre com a crise financeira que estourou nos Estados Unidos em 2008. Essa crise não abalou em grande escala países como o próprio Brasil, mas por outro lado deixou, principalmente, a balança comercial de outros países como Portugal, Espanha e Grécia desestabilizada, causando altos níveis de desemprego, aumento da dívida externa, desvalorização da moeda, queda na exportação, entre outros, deliberando uma forte crise na zona do euro.

Com toda crise ocorrendo na Europa, o dólar valoriza-se devido à aversão ao risco, por parte dos investidores, nessas economias em crise, ou seja, há uma grande procura nesse momento pelo dólar, principalmente por países em desenvolvimento, causando assim a desvalorização das outras moedas e valorização do dólar americano. Porém o contrário também pode ocorrer, como exemplo, temos os anos de instabilidade financeira dos EUA, concentrados em 2008 e 2009.

Na prática, a variação do dólar tem influência direta nas importações e exportações, sendo a peça central das transações entre o Brasil e outros países. Dessa forma, quando o dólar está em alta em relação ao real, crescem as exportações, pois o lucro adquirido com a venda de produtos nacionais no mercado externo acaba sendo maior, e diminuem as importações, pois fica mais caro comprar produtos de outros países. Ao contrário, quando o valor do dólar diminui, as importações aumentam, pois fica mais barato comprar produtos de fora, e as exportações diminuem, pois os produtos lançados no mercado externo passam a valer menos (em dólar).

Apesar de a queda do dólar parecer favorável para quem importa, a economia nacional acaba perdendo com isso, pois a indústria interna perde a preferência dos consumidores, o que pode levar à falência de empresas, aumentando nossa dependência do mercado externo. Já para os exportadores, como a diminuição do valor do dólar faz com que eles recebam menos, em reais, pelos produtos vendidos no mercado externo, o lucro é menor, gerando cortes de gastos na empresa para compensar o prejuízo, o que muitas vezes causa desemprego.

Quando a variação é muito significativa a ponto de colocar a economia em risco, o Banco Central entra em ação e, por meio da compra ou venda de dólares, faz com que diminua ou aumente a quantidade dessa moeda em circulação, equilibrando seu valor.

Enfim, com todos os conceitos aqui apresentados, torna-se possível a compreensão de como o dólar influencia uma economia, e até mesmo nossa própria vida econômica, tornando-se fator essencial para uma análise completa de relações comerciais presentes ou futuras.

Relações Brasil x China: Vantagens para o produtor nacional

É sabido que o processo de globalização consiste em uma mudança estrutural e ideológica em relação à governança mundial, entretanto, não se vale discutir neste artigo quais os benefícios e malefícios que esse processo provoca. Não há dúvida, porém, de que a globalização é um processo inevitável e que atinge a comunidade global em seus diversos setores – político, econômico, cultural, social etc. O processo de ‘‘encolhimento do mundo’’, resultado do avanço dos fluxos de capital, informação, tecnologia, pessoas, bens e serviços têm alterado de forma expressiva os setores da sociedade, construindo, assim, um mundo cada vez mais multilateral. Diante desse cenário a globalização econômica entre os países ocorre mais rapidamente do que em qualquer outra época. Hoje, viver de forma autárquica não é mais um bom negócio. Há a necessidade de os países potencializarem suas relações econômicas com o objetivo de gerar lucros cada vez maiores.

O maior exemplo dessa intensificação do comércio internacional é a relação comercial Brasil-China que só vem crescendo a partir de sua abertura comercial iniciada na década de 70.  Ser parceiro comercial da China é indiscutivelmente uma das mais importantes relações comerciais no mercado internacional atualmente no comércio global. Em vista do grande potencial econômico e de desenvolvimento deste país, o Brasil mantém diversas relações comerciais com a China. Nós produzimos alimentos em tamanha quantidade que é suficiente para exportar e a China necessita importar uma quantidade significante desse produto. Além dessa importação, a China é detentora de sofisticadas tecnologias que ainda não temos e é a principal fonte produtora de diversos produtos comercializados no mundo. Assim, é possível uma cooperação entre as duas potências, que traria muitos benefícios econômicos e poderia gerar mais empregos.

Em Marília, chamada de “Capital Nacional do Alimento”, por abrigar por volta de cinquenta indústrias alimentícias, haveria muitas vantagens em cooperações com cidades especializadas no mesmo ramo da China, não só traria benefícios econômicos para a região, como a experiência de comércio com cidades estrangeiras poderia ampliar o desenvolvimento destas indústrias e até melhorar as tecnologias usadas atualmente.

A entrada de produtos importados com baixo valor agregado no país resulta no barateamento da produção e consequente multiplicação dos lucros para o produtor nacional. Apesar dos pontos negativos que a entrada maciça de mercadorias estrangeiras pode acarretar na economia doméstica, as oportunidades do aumento dos lucros diante dos preços relativamente baixos torna-se um grande atrativo para que, cada vez mais, os produtores nacionais busquem novas oportunidades de negócio.

Diante disso, a partir de 2009, a China tornou-se o primeiro parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos, e mantêm sua posição até os dias atuais. Segundo dados da MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de Exterior) de janeiro de 2012, a composição da pauta de importação brasileira em relação à China é constituída 97% de manufaturados, sendo que a China representa 18% do total das importações, totalizando um gasto de US$33,4 bilhões. Em contrapartida, 22% do total das exportações brasileiras são destinadas à China, totalizando um saldo de US$44,4 bilhões. Nesse sentido, é notável a participação que o país exerce no crescimento das reservas brasileiras, bem como a influência que as relações destes dois Estados exercem não só para o Brasil, mas também os pequenos produtores brasileiros.

Internacionalização de empresas

As modificações na estrutura comercial mundial trouxeram à tona novas possibilidades de expansão para a empresas brasileiras. A principal delas é a internacionalização que vem ocorrendo com grande intensidade desde a década de 90.

Internacionalização de empresas é um conceito que trata da expansão da empresa através do contato com o exterior. Essa expansão se dá por duas formas principais que são: atender a mercados externos através de exportações e investir diretamente no exterior, por meio de instalação de representações comerciais ou unidades produtivas. Além disso, há também a possibilidade de internacionalizar através da busca de parceiros em outros países, que possam gerar projetos de cooperação e transferência de capital.

Mas quais são as vantagens de se internacionalizar e de exportar? As vantagens são muitas e abrangem todos os setores!

          Uma das maiores vantagens oferecidas a quem exporta é a redução da carga tributária, desta forma a empresa pode compensar o pagamento de tributação interna por meio da exportação. Os produtos a serem comercializados no exterior não sofrem cobrança dos seguintes impostos em sua receita: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), PIS (Programa de Integração Social), PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e ICMS ( Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). No entanto micro e pequenas empresas quando enquadradas no Sistema Simplificado de Tributação, não possuem estes benefícios.

          Em relação às vendas, as vantagens se dão na diversificação de mercado, deste modo a empresa não depende tanto das vendas internas, proporcionando maior segurança em relação às oscilações na demanda. Mercado no exterior também significa diferentes climas ou estações, dessa maneira as vendas sazonais (que dependem das estações do ano) podem ser compensadas focando a produção para outros países.

          Por fim, ao tomar a decisão de se internacionalizar, a empresa cria uma imagem de exportadora, benéfica, pois da aos clientes e fornecedores maior segurança em relação aos seus produtos e serviços (padrões de exportação podem ser altos, logo, o serviço ou produto deve ser de qualidade).

Primeiramente para exportar, precisa-se aumentar a escala de produção, para atender tanto o mercado que se tem quanto o que está por vir, desta forma utiliza-se a capacidade de produção ociosa da empresa, diluindo os custos fixos e barateando a mercadoria. Ainda no aspecto da produção, a exportação exige do produto maior qualidade de embalagem e conteúdo e padronização (tamanho, peso, quantidade) mais exata, o que leva ao aperfeiçoamento dos processos produtivos, tornando o produto mais competitivo.

Além disso, o empresário deve adotar alguns procedimentos técnicos. A empresa precisa, inicialmente, solicitar o seu cadastramento no Registro de Exportadores e Importadores (REI) da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). O próximo passo é contatar a representação da Secretaria da Receita Federal, na jurisdição da empresa, a fim de obter senha de acesso ao SISTEMA INTEGRADO DE COMÉRCIO EXTERIOR – SISCOMEX.

A preparação dos documentos que deverão ser remetidos ao importador, deverá obedecer às exigências feitas pelo país importador. Essas informações devem ser passadas pelo importador durante a negociação, porém, o exportador deve também pesquisar as exigências especificas de cada país por conta própria, para evitar surpresas desagradáveis, que podem ser desde a rejeição a certo tipo de embalagem até a necessidade de uma determinada certificação.

É necessário, entretanto, não só conhecer as exigências técnicas de cada país, mas também sua cultura, a maneira que os empresários costumam negociar, lembrando que esta negociação deverá ser feita preferencialmente em inglês, ou no idioma do importador.

A concretização da operação acontece a partir do momento em que o importador aceita os termos da negociação apresentados pelo exportador na fatura pro forma. Neste documento estarão estabelecidas as condições da negociação: a modalidade de pagamento, a condição de venda (Incoterm), o prazo para entrega da mercadoria são alguns dos itens a serem definidos.

Existem alguns órgãos de apoio ao exportador, que podem ser de grande ajuda para as empresas que têm interesse em se internacionalizar. Porém, se a sua empresa não possui um setor específico para cuidar dos assuntos de exportação, pode ser o caso de contratar uma trading ou os serviços de uma consultoria.


Sites úteis:

Receita Federal

Brasil global net

Aprendendo a exportar